M ou N

em 30 janeiro 2020

   Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha da minha última leitura de janeiro: M ou N, da rainha do crime Agatha Christie.

M ou N
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna






3/12

Livro: M ou N

Autora: Agatha Christie

Editora: L & PM Pocket

Páginas: 240

Ano: 2011 (edição original em 1941)

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Um agente inglês é morto na Escócia, durante a Segunda Guerra Mundial. Esse agente estava tentando descobrir nazistas infiltrados no comando inglês. Sua última frase foi exatamente: “M ou N…” O casal Tommy e Tuppence passam a colaborar com o Serviço Secreto Inglês na investigação. Para isso, hospedam-se em uma pensão repleta de velhinhas simpáticas e de homens de negócios, acabando por se envolverem em uma cerrada teia de crimes e espionagem.
M ou N



   Se vocês pensavam que os mistérios escritos pela rainha do crime se resumiam apenas aos casos solucionados pelo detetive Hercule Poirot, estão redondamente enganados. Apesar de ser o mais famosos dentre os personagens da autora, existem uns poucos livros cujos mistérios são solucionados pelo casal Tuppence e Tommy.
   Esses dois tiveram uma vida bem atribulada, participando da I Guerra Mundia como verdadeiros heróis ingleses. Agora, em meio a II Guerra Mundial, já com seus 40 anos, eles tentam a todo custo continuar com suas vidas de espiões. Mas agora tem filhos já crescidos, uma vida mais caseira e um belo disfarce... Disfarce este que está chegando a se tornar realidade.
   Já meio que conformados, eles são pegos de surpresa quando uma visita inesperada chega em sua casa, oferecendo um emprego que eles tanto sonhavam: Tommy estava de volta a ativa, convocado para desbaratar um grupo de espiões alemães, que supostamente estavam infiltrados no comando inglês. Sua única identificação era M e N, um homem e uma mulher, que aparentemente haviam sido descobertos por um agente inglês, infelizmente morto por "saber demais".
   Já colocados como extremamente perigosos, eles precisavam ser detidos o quanto antes, e cabia ao experiente Tommy descobrir essa pista e desvendar o mistério. Claro que Tuppence não ia ficar para trás, e acaba ajudando o marido a descobrir "os culpados" desse esquema, antes que matem mais gente.
   Acho que, desde que comecei a ler os livros da Agatha Christie, só tinha lido os livros de Poirot, e um de Miss Murple. Esse foi meu primeiro contato com o casal Tuppence e Tommy, que não conseguem se aposentar da vida de aventuras que tiveram na juventude. Mas o tempo passa, os filhos chegam e acabam até meio que seguindo os passos dos pais, já que os dois rapazes estão alistados nas forças armadas e lutando na guerra como soldados.
   A filha deles, Deborah, concorda com a maioria da sociedade, que diz que o casal está velho demais para encarar certas aventuras. Isso irrita profundamente a Tuppence, que ainda se sente apta o suficiente para encarar os perigos que essa vida acarreta. E, cá entre nós, eu concordo com a Tuppence. O casal teve filhos cedo e, aos 40 anos já são considerados velhos?! Tudo bem que temos que levar em consideração que o livro se passa na década de 1930/1940, onde as coisas eram bem diferente do que vemos hoje, em especial a expectativa de vida. Mas com a cabeça que tenho hoje, achei um tanto esquisito ler que uma mulher de 40 anos era velha e devia ficar em casa fazendo tricô.
   Assim como eu, Tuppence estava tão incomodada que seguiu os passos do marido, embora ele nem soubesse, em busca da solução desse mistério, que se passa numa pensão chamada Sans Souci. Aparentemente, os espiões alemães estavam hospedados ali, apenas observando os passos do exército inglês, que ficava ali perto. E, como a pensão estava cheia, dos mais variados tipos de pessoas, o casal acabou tendo certo trabalhinho para descobrir quem era M e N.
   Todos ali tinham uma vida normal: um senhor aposentado, uma mãe de primeira viagem com uma menininha levada, uma adolescente rebelde vivendo seu primeiro amor, um capitão reformado... Cada um ali levava uma vida normal e tranquila, caminhando na praia, fazendo afazeres domésticos, tomando sol... difícil imaginar que os suspeitos estivessem logo ali naquela pensão pequena. Mas eles estavam, e tão bem disfarçados, que até eu tive trabalho de identificar e ainda fui feita de trouxa bonito!
   Esse livro tem a marca da Agatha, com a linguagem fluida e cheia de detalhes ao mesmo tempo. Assim, você vai se aprofundando nos cenários, sem ficar cansativo. Além disso, todos os suspeitos são tão próximos de uma vida que levaríamos, que chega a ser difícil desconfiar de alguém. Sinceramente, me senti puxada de um tapete quando vi que estava completamente equivocada ao saber quem eram os culpados (rsrsrs). 
   Mesmo sendo um livro que tenha a marca dela, notei aqui que esse livro é mais elaborado que os outros li dela. Parece uma escrita mais amadurecida e amarradinha, que até então não tinha notado nos outros livros. Temos aqui até algumas cenas de humor, que nunca tinha lido nos mistérios de Poirot. Além disso, eu gostei bastante da química entre o casal, que mostra que eles tem um casamento de longa data e não é à toa. Eles se dão bem no casamento e como uma dupla de detetives, o que é bastante legal.


M ou N
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   Falando do livro em si, eu li a versão digital dele, então posso dizer que a fonte é legível, mas só. Não curti muito a edição, que tem problemas sérios de revisão. Logo na primeira vez que notei, me incomodei, principalmente porque é um livro que a gente tem que se ligar em quem está falando o quê nos diálogos. E era exatamente ali que tinha erros incômodos, como falta de identificação dos personagens e, mesmo, frases partidas no meio. Então várias vezes eu tive que voltar os parágrafos, lendo beeeem devagar, para saber quem estava falando essa ou aquela frase. O que é triste, pois o livro é muito bom. Só por causa desse problema da revisão, eu dou quatro estrelinhas para o livro, mas recomendo a leitura, especialmente se pegarem um livro físico, que deve ter uma revisão melhor que a minha digital. =/
 



   Vocês curtem Agatha Christie? Já leram esse livro? Me contem aí! Esse livro faz parte do nosso projeto #leiamulheres, e foi também fruto da votação que rolou lá no @mundinhodahanna. Fiquem atentos por lá também, quem sabe vocês participam da nossa próxima votação? 😉



8 comentários:

  1. Não tem nada pior que o livro conter vários erros de edição. Isso me desanima muuito.

    https://www.kailagarcia.com

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  2. Oi Hanna, tudo bem?
    Da autora só li "E não sobrou nenhum", que se tornou um dos meus suspenses favoritos.
    Gostaria de ler mais obras dela, mas acho que precisaria ler alguns clássicos do Poirot antes de me aventurar em livros menos famosos, pra ter um gostinho do que é tipicamente Agatha Christie.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  3. Oi, Hanna como vai? Que chato este livro ter erros não é mesmo! Eu não li esse livro, mas em se tratando da rainha do crime, certamente é um livro agradável de ser lido, pena esta edição conter tantos erros, esse detalhe faz muitos leitores(as) desistirem de ler. Não desista e vá até o fim do livro e nos conte tudo na sua resenha maravilhosa. Amei a indicação. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    1. Então Luciano, eu já li o livro todo, esta é a resenha dele... rsrs Apesar dos erros de revisão que me incomodaram, levei a leitura até o final. ;)
      Bjks!

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  4. Hey Hanna .Esse é um dos poucos livros da Agatha.
    Já li os dois primeiros livros da Tommy e Tuppence e gostei. Eu acho o Poirot um pouco cômico,mas é verdade que Agatha aposta bem mais na comédia com essa dupla.E eles tem uma ótima dinâmica como você mencionou.

    Em breve vou ler este

    Beijos
    Mundinho quase perfeito

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Muito obrigada pela visita e seja sempre bem vindo ao Mundinho da Hanna.
Ficarei imensamente feliz com seu comentário, desde que:
- Não contenha palavras de baixo calão;
- Não seja span.
Os comentários costumam ser respondidos nos finais de semana. =)
Bjks!

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