Treze

em 13 junho 2019


   Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de um livro, que me foi um verdadeiro presente literário em 2019. Com vocês, Treze, da autora nacional F M L Pepper.


Treze
Foto: Divulgação



15/33

Livro: Treze

Autora: F M L Pepper

Editora: Galera Record

Ano: 2017

Páginas: 406

Skoob | Amazon



Às vésperas de cometer o maior golpe de sua vida, a cética Rebeca vai a um parque de diversões decadente e se depara com uma enigmática cartomante que, contra a sua vontade, faz uma série de previsões bizarras sobre seu futuro. Para seu desespero, todas as nefastas previsões viriam a se concretizar e a arremessariam em um furacão de perdas e de derrotas. Quando sua vida chega ao fundo do poço, circunstâncias inesperadas lhe dão a chance de um recomeço e, querendo ou não, agora Rebeca não pode desprezar a última e mais perturbadora previsão da vidente: o número TREZE, ou melhor, o décimo terceiro namorado seria o homem que traria sua salvação. Longe dele, sua existência seria apenas caos e ruína. O que Rebeca jamais poderia imaginar, no entanto, é a que a cartomante camuflaria o predestinado atrás de charadas. Dois rapazes surgem em seu caminho e se encaixam perfeitamente nas pistas, mas apenas um deles será o grande amor da sua vida. É chegada a hora de decifrar o enigma do coração ou arriscar perder tudo para sempre.



Treze



       Rebeca é uma jovem que tem tudo o que sempre sonhou: roupas maneiras, carros caros, dinheiro na mão sempre que precisa... Mas ela nunca precisou trabalhar para conseguir isso, muito menos é de família rica, muito pelo contrário... Filha de um policial morto em serviço e exemplo de conduta por sua honestidade, Rebeca herdou da mãe um talento para roubo. Acontece que ela não é uma ladra comum, mas uma hacker e das melhores. Apesar de ter conseguindo tudo o que quer, foi parar nas mãos do pior agiota que existe, o francês Jean Pierre. Com a promessa de que seria o roubo do século, ela e sua mãe não aguentavam mais serem usadas por ele, nem serem vítimas de suas chantagens. Mais um motivo para esse ser o roubo do século seria que elas dariam uma volta no francês e teriam vida plena garantida na Europa, para nunca mais vir no Brasil. 
   A única pessoa que sabe do modo de vida da Rebeca é sua amiga, Suzy, que não concorda, mas também não a condena. Suzy é a melhor amiga de Rebeca e só quer que a amiga seja feliz. Apesar de Rebeca ser uma pessoa bem durona, no fundo ela tem coração mole, fazendo quase tudo que a amiga pede, inclusive que o último encontro delas seja num parque de diversões decadente, lá pras bandas de Niterói, onde supostamente mora uma vidente "das boas". 
   Rebeca tenta alertar a amiga a todo custo de que videntes não existem, que é apenas uma espertalhona tentando roubar seu dinheiro de forma fácil, mas Suzy bate o pé e vai na tal consulta. Claro que Rebeca não poderia deixar a amiga entrar lá sozinha e ser enganada. Cética do jeito que é, aprendeu com a mãe que todos os sentimentos humanos são uma forma de fraqueza, Deus não existe e videntes muito menos são reais. 


"Poderes?" Você acha que alguém com tal capacidade "mediúnica" trabalharia aqui, nesta espelunca de milésima categoria? Ela não passa de uma trambiqueira sua tolinha!"


   Apesar disso, elas vão parar na tal tenda, bem no dia em que caiu uma tempestade muito forte, daquelas de alagar a cidade. Suzy fica abalada com as revelações da vidente, mas não conta a Rebeca o porquê de sua preocupação com o roubo do dia seguinte da amiga. E Rebeca fica tão abalada pelo estado emocional da amiga que vai tirar satisfações com a charlatã, mas o que consegue são revelações que ela jamais imaginava... Rebeca não acredita de forma alguma que aquilo seja real, porém uma força superior a faz ouvir todos os enigmas que a velhinha de capa vermelha lhe conta, tanto de vida profissional, de vida pessoal e... amorosa... 
   De uma forma incrível, a velhinha estranha sabe do roubo, sabe da chantagem e sabe do que se passa no coração da moça, embora ela não admita que passa por nada daquilo. Além disso, os enigmas que ela dá sobre o futuro da moça são tão impossíveis, que ela só sabe rir, mas por dentro fica mexida... E o primeiro enigma começa logo no dia seguinte, onde Rebeca tem duas chances: fazer o roubo e arcar com as consequências... ou não fazer o roubo e também arcar com as consequências. De toda forma, a velhinha misteriosa praticamente lhe deu um roteiro de tudo o que iria acontecer na vida dela, que poderiam ser desastrosos se ela não obedecesse. Apesar de rir um bocado, ela ouve cada detalhe, ainda mais por que logo no dia seguinte, um dos enigmas se cumpre e Rebeca encara uma encruzilhada que mudará para sempre sua vida. 
   Com o passar dos meses, todos os outros enigmas vão se cumprindo, porém Rebeca paga feio pelos atos, já que ela desobedece a maioria. O último era sobre um namorado, o de número 13 seria "o cara", que seria seu grande amor, e que lhe daria a segurança que tanto procurava. As regras para essa contagem eram: deveria ter sexo ao menos uma vez e ela deveria ser apresentada como namorada. Assim Rebeca foi até o número 11. Mais dois e ela finalmente teria um "final feliz"; obedeceria pelo menos uma regra, já que nenhuma das outras ela se deu muito bem fazendo o contrário... 
   Acontece que o número 13 não seria tão fácil. Ele tinha características bem marcantes: um herói, um dragão montado num cavalo vermelho. Ele seria capaz de mudar tudo o que Rebeca pensava sobre o mundo... e sobre suas crenças... 


"Além disso, por que tenho a impressão de que o amor, assim como Madame Nadeje afirmou, é muito além do que minha mãe me fez acreditar?"


   Mas como encontrar um herói dragão com um cavalo vermelho? Será que isso existe num mundo real? Será que isso era apenas uma metáfora? O que queria dizer? E eis que Rebeca encontra dois candidatos à altura: Um monta numa moto vermelha, que tem um dragão pintado. O outro, dirige uma Ferrari vermelha (o símbolo da Ferrari é um cavalo) e tem o sobrenome Dragon. Ambos são do mesmo curso que Rebeca na faculdade, estão caidinhos pela moça, além de serem lindos e irresistíveis. Depois de tanto desobedecer a velhinha misteriosa, Rebeca se vê num dilema, já que os dois são tão parecidos e ela não sabe com quem ficar. Afinal, um será seu grande amor. O outro, sua infelicidade eterna... E aí? Qual caminho ela deve seguir? E mais, esse caminho será fácil? 


"Vou lhe dar uma pista: seu décimo terceiro namorado será o homem da sua vida, seu verdadeiro amor e o único que poderá salvá-la dessa existência medíocre que sua mãe impôs a você, menina. Pobre mulher. Não a culpo, mas... ela vem desperdiçando as próprias chances [...]."


     Bom, o que eu achei do livro? A autora me perguntou se eu gostaria de ler e eu aceitei o desafio, sem criar expectativas. Confesso que me surpreendi, pois acho que foi o livro que mais me arrancou emoções em tão pouco tempo. Com ele senti raiva, medo, angústia, felicidade e até ranço... 
    Rebeca é uma moça super inteligente, com talento incrível para informática. Códigos são seus amigos e ela lida com eles como ninguém. E é tão boa no que faz, que é uma hacker procurada pela polícia e demorou um bocado até ser pega. Isso porque ela toma uma das decisões que vai mudar sua vida completamente depois dos enigmas de Madame Nadeje, a velhinha misteriosa com uma capa vermelha num dia chuvoso. Ela não acredita em divindades, sorte ou azar, apenas em estatísticas. Tudo dela é na base da matemática, mas suas contas erram feio quando ela resolveu desafiar as previsões da velhinha. 
   Para começar o roubo dá errado e Jean Pierre foge da cena do crime, restando apenas ela e sua mãe para serem presas. Mas Rebeca recebe uma chance, já que o responsável por sua prisão era amigo de seu pai: Vai ficar o resto da vida em Minas Gerais, cursando uma faculdade que ela odeia, mas não pode ter nada relacionado aos seus crimes e fazer uns servicinhos cibernéticos para a polícia, quando ela mandar. Era isso ou passar a vida atrás das grades. Rebeca não tem muita escolha e suas estatísticas indicam que é melhor ir para Minas e viver uma vida nova, longe de Jean Pierre. 
   Todos os outros enigmas foram se cumprindo, e Rebeca se ferrando toda vez que usava a razão em vez do coração. Suzy, sua melhor amiga sempre lhe dá um puxão de orelha, afinal esses enigmas são a chave da felicidade de Rebeca e ela ignora totalmente, já que se diz incrédula em tudo que não se possa contabilizar. Mas ela vai descobrir que nem tudo se pode contabilizar, especialmente quando o amor está em questão. Apesar da promessa de ser o amor de sua vida, Rebeca sempre ouviu de sua mãe que amor não existe, que só serve para deixar as pessoas cegas e burras, e super fáceis de serem roubadas. 
   Rebeca acredita piamente no que sua mãe diz. Mas quando conhece os candidatos a namorado número 13, suas dúvidas falam mais alto. E assim conhecemos dois candidatos promissores ao cargo: Eric Dragon, o filho promissor de um empresário multimilionário, que quer lançar o filho na carreira política. Ele dirige uma Ferrari, tem sua própria empresa e ainda é aclamado como herói nacional, por salvar criancinhas num penhasco. 


F M L Pepper
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna


   O outro é Karl Anderson, um rapaz que foi conhecido no passado por simplesmente 'A Fera', ex-lutador de MMA. Ele dirige uma moto vermelha, com um dragão pintado nela... E ainda faz algumas coisas que o classificam como herói. Ambos são lindos, são caidinhos por Rebeca, mas apenas um será o número 13. Sua razão diz que é melhor ficar com um, mas seu coração bate mais forte pelo outro. Mas independente do que escolher, ainda terá suas consequências. Esse é seu maior medo. 
   A história é contada em primeira pessoa, sendo um capítulo pela visão de Rebeca e o seguinte pela visão do número 13 oficial. Rebeca está tão fissurada no número 13, que começa a ficar doida e metendo os pés pelas mãos o tempo quase todo. Isso me deu raiva algumas vezes, já que minha vontade era entrar no livro e dar uns tapas na cara dessa menina pra ela acordar pra vida. 
   A garota sempre foi decidida, já que os números lhe diziam tudo. E dessa vez que tudo o que ela tinha era um 13 como resposta, a garota ficou maluca e quase me deixou maluca também com as indecisões que ficavam o tempo todo se repetindo. Suzy é uma amiga incrível. Conhece Rebeca desde sempre, sabe de tudo o que a amiga fez no passado e ainda se preocupa com ela de uma forma que só irmã faz. Achei isso muito lindo, mas se eu fosse Rebeca, mandava ela calar a boca de vez em quando, pois parte da indecisão de Rebeca vinha dos conselhos de Suzy, que não parava de azucrinar a garota com o número 13 da felicidade. 
   Depois de tudo o que Rebeca passou, ela só quer paz, mas sua paz parece longe de chegar a cada vez que ela fica com o Eric ou com Karl. Com um ela é feliz, mas tem uma vida pacata demais, com o outro, ela tem o conto de fadas perfeito, do jeito que nunca imaginou ser possível, ainda mais com tudo o que sua mãe sempre lhe disse. E ela faz a escolha logo de cara, antes da metade do livro, isso já fica bem claro para o leitor. Acontece que ela nunca admite para si mesma que já escolheu o número 13 e faz disso uma novela sem tamanho, motivo pelo qual eu gostaria de ter dado uns tapas na cara dela e mandado ela se controlar. 
   Assim temos a experiência com os dois candidatos de Rebeca, que são bem descritivas. Boa parte do livro é um romance quase cliché, com uma mocinha bonita num dilema entre dois rapazes também lindos e blablabla. Temos uma pitada de comédia e até cenas mais apimentadas no meio. Como eu gosto de romances cliché, até que não me incomodei muito, mas eu acho que as cenas apimentadas se repetiram demais. Tem gente que curte e tal, mas eu, Hanna, não curto muito ler cenas assim e me incomodou um pouco, já que era detalhada demais e poderiam ter acontecido outras coisas mais importantes para a história. 


F M L Pepper
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna


   Enfim... não posso falar quem ela escolhe, pois apesar de já ser entregue logo de cara, seria um spoiler. Posso apenas dizer que ele parece ser muito bonzinho para todos, mas quem conhece seu passado, sabe que ele fez uma burrada da qual se arrepende amargamente e tem a dolorosa mania de se remoer com com sua lembrança. Assim como Rebeca, ele também tem seus fantasmas e isso faz os dois se aproximarem e a gente torcer pelo casal até o fim. Mas quando você pensa que o livro acabou... isso é apenas o começo meu bem... esse final feliz está cada vez mais longe de chegar, não por conta das indecisões de Rebeca, com medo de trocar o certo pelo duvidoso, mas porque o seu passado de hacker volta à tona quando ela menos espera. 
   Jean Pierre poderia ter fugido dois anos atrás, mas sabia dos passos de Rebeca o tempo todo. E estava esperando apenas que ela escolhesse o candidato certo para cumprir sua vingança. Ou ela cedia à chantagem dele, ou tanto ela, quanto seu amor e sua mãe sofreriam as consequências. E é aí que o livro fica bom meu povo! Saímos do clima de romance e voltamos ao clima de "tiro, porrada e bomba", afinal se não tiver isso num livro, nem quero ler... (rsrsrs
   E é aqui também que tenho meu ranço e angústia. O ranço é de Jean Pierre, um vilão da pior espécie, que espera todo mundo ficar bem para ele chegar e dar o bote final. Ele quer se vingar pelo roubo que deu errado, em parte porque Rebeca já ia lhe passar a perna mesmo e fugir do país com a grana que era dele. E em parte porque sabia do passado do escolhido de Rebeca, e queria vê-la sofrer... Agora se ele vai conseguir... só lendo para saber...
   Comecei lendo esse livro achando que era uma fantasia, principalmente pela questão da vidente e da capa. Olhando de primeira, com alguém segurando uma bola de cristal, parece até que sei lá, Rebeca vai ganhar poderes mágicos ou ser teletransportada pra outra dimensão, ou até que vai virar aquelas histórias de filme da Sessão da Tarde com uma mocinha atrapalhada em busca do par perfeito. 
   Mas como as aparências enganam, tem nada de fantasia nessa história. E a sessão cliché só monta o cenário para história real. Isso fez 'Treze' ser o livro mais incrível que já li esse ano! Apesar de não ter meu gênero literário favorito de todos: fantasia, temos muito suspense, ação e uma surpresa que me deixou de queixo caído. 


F M L Pepper
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna


   Madame Nadeje é a responsável por todas as situações que Rebeca passou, mesmo que indiretamente. Ela sempre bateu na tecla que Rebeca precisava ter mais fé. Rebeca sempre achou que era parte de um truque de hipnose de uma trambiqueira profissional, até que as coisas foram acontecendo e a velhinha é quem lhe dá a mão quando ninguém mais poderia. 
   A forma como ela aparece para a garota me fez lembrar o filme 'Todo Poderoso'. Não, Madame Nadeje não é Deus, mas pode ser algo entre um anjo ou um espírito de luz que tem a missão de ensinar uma lição à Rebeca. Acreditar que havia uma força superior era impossível para ela. Como recorrer ao que não se pode ver, se ela mesma poderia resolver seus problemas? Mesmo assim, Madame Nadeje lhe dá uma última chance: ela pode seguir um dos dois caminhos que lhe foi imposto, e isso decidirá o seu final, feliz ou não... 
   Nenhum personagem fica sem final nessa história, mesmo que tenham apenas uma participação especial. Já havia lido algumas resenhas negativas de outra obra da autora, 'Não pare', que pareciam ter algumas falhas. Se realmente tinham falhas, garanto que aqui em 'Treze', não encontrei nenhuma. A história me cativou do início ao fim, a não ser pela cenas de sexo longas demais, ela foi incrível e vai ficar no meu coração para sempre. Aqui vemos claramente que existem mais coisas entre o céu e a terra do que duvidam nossa vã filosofia. E eu fiquei tão tocada com as revelações que Madame Nadeje faz no fim para Rebeca, que não consegui conter minhas lágrimas. Apesar de termos partes de comédia para descontrair, as cenas de ação e suspense são fortes e Rebeca fica indecisa de uma forma que incomoda quem tá de fora, mas acho que se eu estivesse com a missão que ela tinha, ficaria tão indecisa quanto. Já pensou, eu ter a felicidade nas mãos do namorado número 13? Se escolher errado já era? Acho que eu ficaria zureta também! 
   E apesar de meio que Rebeca ter um roteiro, esse roteiro não existe e no fim era tudo livre arbítrio; ela poderia fazer ou não fazer as coisas. Mas teria que ser madura o suficiente para não ter medo e querer voltar atrás. Acho que essa era a lição que a autora queria passar e conseguiu. 


"Desista de tentar ter controle sobre tudo [...]. A vida é um mistério. Então, aproveite-a."

   E Rebeca, apesar de ter toda aquela fase de mocinha de chicklit, ela não tem nada de frágil, nem de atrapalhada. Ela é uma mulher forte, enfrentou muita coisa na vida e ainda enfrentaria mais para salvar quem ama. Pode ter seus defeitos, como todo mundo, mas no fundo é uma boa pessoa e só quer um pouco de paz. 
   O escolhido de Rebeca é um cara sensacional também. Seu passado é trágico, mas ele é orgulhoso e forte o bastante para não demonstrar o seu sofrimento a ninguém. Nem para Rebeca, que é seu grande amor. Ele caiu nas minhas graças quando queria salvar Rebeca, nem que para isso precisasse revelar seu segredo. Mesmo assim ele encara, mas confesso que fiquei com tanta dó dele, que eu entraria no livro, só para ir no lugar dele, de tanto que me afeiçoei e não queria que nada de mal acontecesse à ele. 


"A nossa maior riqueza não são os bens materiais, mas as pessoas que amamos."

   Sofri um bocado lendo esse livro, e ainda tive problemas e disfarçar minhas caras e bocas, já que lia enquanto ir para a universidade e encarava um trem lotado. Me deu vontade de chorar, de rir litros, xinguei muito também... Me arrancou suspiros e acho que esse foi o segundo livro na vida que me fez sonhar com a morte de um personagem. Me sinto mal falando isso, mas esse livro me marcou tanto, que precisei respirar fundo para terminar ele. Apesar de a gente torcer pelo casal no final, o que acontece com eles permanece um mistério até o fim do livro mesmo. São 406 páginas, que passam tão fluidas, que você nem sente. 
   Eu li a versão ebook, então posso falar apenas que a edição está bem revisada, com uma fonte bem legível e os capítulos bem divididos. Não apenas nas cenas mais quentes, mas em todas as outras, a autora procurou detalhar bem as cenas. Então, como a história se passa na maior parte do tempo em Minas Gerais, eu viajei junto com os personagens, imaginando cada cena e cada paraíso natural que eles visitavam. Foi incrível ler um livro desses, o que começou como um desafio se transformou num presente e vou guardar com muito carinho. E a melhor parte é que é um livro "brazuca", o que enche mais ainda de orgulho, pois a cada vez mais tenho tido a ótima oportunidade de conhecer autores nacionais e muito bons. Dou a nota máxima ao livro e super recomendo. 





    Só deixo avisado umas coisinhas: cuidado com onde vão ler, pois vão querer xingar em voz alta. Cuidado com o coração, pois vocês vão tomar muito susto lendo ele. E fique atento a todos os detalhes, pois Madame Nadeje pode aparecer para você quando menos imaginar, mas até lá, fique de olhos bem abertos... 😉   
   Para quem quiser adquirir o livro, ele está disponível em ambas as versões: impressa e digital. Lembrando que comprando através de nosso link, vocês nos ajudam a a ganhar comissão. 😉
     

   Para quem não conhece a autora: 
F M L Pepper
Foto: Divulgação/FML Pepper
Ser apaixonada por leitura não ia de encontro à minha origem.
Vinda de uma família humilde, eu não tive acesso a livros de ficção no decorrer de minha infância. Eles eram caros e meus pais esforçavam-se por comprar os estritamente necessários (e chatos!), tais como: matemática, física, química etc. Tive que deixar minha paixão pela leitura de lado e começar a trabalhar desde cedo. O tempo se esvaía, como água entre os dedos, e não me sobravam minutos para os sonhos.
Porém, a mesma vida que me fez mudar de direção, deu uma guinada em sua trajetória e me colocou face a face com meu antigo e fulminante amor: os Livros de Ficção, mais especificamente, os livros infantojuvenis. Workaholic assumida, vi meu mundo ficar de cabeça para baixo quando meu médico disse que estava grávida, mas que era uma gravidez de risco e que teria que ficar de repouso durante os nove meses, caso realmente quisesse segurar o bebê em meus braços. De início, achei o máximo ficar algumas semanas sem fazer nada, só comendo besteiras e vendo todos os programas da televisão, mas, os dias foram passando e, com eles, a minha paciência se esgotando. Após um mês deitada, estava a um passo da depressão quando meu marido (e nas horas vagas, meu super-herói) entrou em ação. Vou me recordar até os últimos dias de minha vida quando ele chegou em casa carregando um presente envolto num lindo embrulho e disse com um sorriso travesso nos lábios:
"Você já dormiu demais. Está na hora de começar a sonhar."
Abri o pacote e lá estava o meu grande amor piscando para mim: um livro de ficção. E era infantojuvenil!
Bom, dali em diante, devorei quantidades absurdas deles. Não sei se vale a pena dizer, mas eu li quase 100 livros em menos de um ano. Loucura, não? Mas é a pura verdade. O resto são detalhes.
E aqui estou eu... [Fonte]

   O que acharam do livro? E da autora? Já conheciam os livros dela? Me contem aí! 😉
   Ah! Por último, mas não menos importante, essa resenha faz parte do projeto #12livrospara 2019, em parceria com as meninas do MãeLiteratura e Pacote Literário. Não esqueçam de conferir as escolhas delas para junho. ^^



29 comentários:

  1. Olá Hanna! Adorei a sua resenha! Ainda não conhecia a autora e confesso que também pensei se tratar de um livro de ficção. Curto muito essas histórias que envolvem crimes, dramas de família e problemas amorosos. Se têm cenas apimentadas, me interesso ainda mais. Vou procurar mais sobre ele para incluir em minha lista de leituras. Beijos! Karla Samira

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    1. Oi Karlinha! Acho que a ideia era enganar a gente mesmo... O que é bom, assim ficamos com o fator surpresa... rs
      Fico feliz que tenha gostado e boa leitura! ^^

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  2. OI Hanna, sendo apresentado como um presente literário dá a maior vontade de lê-lo.
    beijos
    Chris
    Inventando com a Mamãe / Instagram  / Facebook

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  3. mt bacana conhecer essa autora nacional e o livro parece mesmo ótimo! fiquei bem curiosa pra ler tbm

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  4. Oi, Hanna!

    Uau, ficou sensacional a sua resenha, bem detalhada e completa! Eu também gostei do livro, mas depois de ler Não Pare! da FML, as minhas expectativas estavam super altas e por isso acredito que eu tenha me decepcionado um pouco com a história, mas mais ainda com os personagens. Caso você ainda não tenha lido a outra trilogia da autora, eu recomendo!

    xx Carol
    https://caverna-literaria.blogspot.com/

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    1. Olá Carol! =)
      Pois é menina, eu tava com o pé atrás exatamente por causa de uma resenha sua, acredita? kkkk
      Mas fico feliz que esse surpreendeu um bocado e acho que você vai curtir também. Eu vou ler os outros depois. Obrigada pela dica e pela visita! ^^
      Bjks!

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  5. Oi Hanna!
    Eu não tive uma experiência tão boa com "Não Pare!" da msm autora, então nem me interesso muito em ler Treze. Ainda mais com triângulo amoroso clichê, rs. Eu tbm não curto qnd os autores exageram nas cenas hot's.
    Que bom q foi uma ótima experiência de leitura pra vc!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com
    Ps: tá rolando sorteio de 5 anos do blog! ;)

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    1. Pois é Carol, ouvi falar dessa questão do primeiro contato com essa série. Por isso eu estava receosa, mas me surpreendi com esse livro e recomendo, pois apesar das cenas hot, tem toda a questão do sobrenatural, que não faz com que seja tão clichê assim. Bjks!

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  6. Fiquei bem curiosa com esta leitura depois da sua resenha!
    Beijos!
    Jenifer Cruuz

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  7. Fiquei super curiosa para ler. Já anotei esse será o próximo!
    Beijos ♥️
    www.lewestinblog.com

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  8. Essa foi uma leitura que me surpreendeu muito e eu amei, foi mais do que eu realmente esperava!
    Adorei todo clima e os personagens muito bem construídos e que mexem demais com nossas emoções.
    Sem falar na mensagem linda que traz. Nunca tinha lido nada da autora e foi uma grata experiência para mim.
    Parabéns pela resenha! bjs

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    1. Realmente Fernanda, eu também não esperava nada do livro, e me surpreendeu um bocado.
      Bjks!

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  9. Já tinha ouvido falar desse livro por algumas postagens no intagram, mas nunca tinha lido uma resenha tão completa que abordasse tantos aspectos diferentes! Adorei no final que você mencionou que realmente não dá pra saber o que acontece com o casal, pois quando leio romances eu sempre tenho a impressão de que sei como vai terminar e gosto muito quando o livro tem a capacidade de surpreender, fiquei bem curiosa para ler!
    Abraço,
    Liv | Resenhas Caóticas

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    1. Oi Lívia, eu achei a ideia desse livro sensacional de fato. O que era para ser apenas mais um romancezinho clichê, virou muito mais que isso. O que é bom, pois o fator surpresa deu bastante ponto para a história. =)
      Bjks!

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  10. Hanna, não conhecia esse livro, mas olha, me chamou bastante a atenção. Já quero!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  11. Eu li esse livro e gostei bastante.
    Olha, amei sua resenha muito completa, parabéns! Abordou todos os aspectos e cm certeza despertou a curiosidade de quem ainda não leu.
    Parabéns pelo bom trabalho!

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  12. Eu li esse livro no começo desse ano, e foi meu primeiro contato com a autora e me surpreendeu, gostei muito da leitura !!!

    Bjs
    Aruom Fênix
    Blog:https://leiturasdearuom.blogspot.com

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  13. Já ouvir falar tanto desse livro é essa resenha sua só me intigou a querer ler,ele o quanto antes rs.
    Quotes muito bons que me deixaram com um gostinho de quero mais.🌺😍

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  14. Desde o lançamento desse livro fiquei curiosa, mas até hoje não li. Sua resenha me deixou roendo as unhas de curiosidade! Já quero conferir!

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    1. Espero que consiga conferir, pois realmente é um bom livro. ^^
      Bjks!

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  15. Oi Hanna
    A Pepper é uma fofa!! Super querida, estive com ela duas vezes e ela é muito atenciosa, além, óbvio, de muito talentosa
    Muito bacana este projeto e sua leitura
    Bjs
    Claudia

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Muito obrigada pela visita e seja sempre bem vindo ao Mundinho da Hanna.
Ficarei imensamente feliz com seu comentário, desde que:
- Não contenha palavras de baixo calão;
- Não seja span.
Os comentários costumam ser respondidos nos finais de semana. =)
Bjks!

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