Grand Finale | Vitor Barra

em 01 junho 2021

    Olá meu povo, como estamos? E lá vamos nós a mais uma resenha de um livro do Vitor Barra, dessa vez com Grand Finale. 



Grand finale | Vitor Barra
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna



Obs. Livro lido em parceria com a Confraria Crônicas Fantásticas


25/24 

Livro: Grand Finale

Autor: Vitor Barra

Editora: Confraria Crônicas Fantásticas

Ano: 2021

Páginas: 42


Atormentado por terríveis acontecimentos do passado, Yvan Cataram, um exímio ilusionista, revive os momentos mais felizes e sombrios de sua vida enquanto tenta lidar com as vicissitudes do destino.


Grand Finale | Vitor Barra



   Yvan Cataran é um ilusionista a moda antiga. Ele tem uma carreira da qual se orgulha, mas mesmo com tantos aplausos, parece que ele caiu na zona de conforto e não sabe sair dela.
   Mas sua vida muda quando ele conhece um fã, que parece ser bem mais do que isso, já que chega sem cerimônia, colocando defeitos em todos os truques do artista.
   Apesar do choque no primeiro momento, Yvan poderia ter xingado o rapaz ate a quinta geração. Afinal, quem ele pensava que era para chegar dizendo que tudo o que ele fazia há anos, de repente tinha defeito? 
   A plateia nunca tinha descoberto nada, exatamente porque eram brilhantes os seus planos. E do nada aparece um jovem, falando que tava tudo errado? 
   Mas o jovem estava tão animado e com tanta certeza do que dizia, que Yvan acabou lhe dando atenção e deixando ele falar o que tinha de errado no espetáculo. 
   O jovem se chamava Ariel, e tinha tanto afinco pelos bastidores do picadeiro, que acabou caindo nas graças de Yvan. 
   Aos poucos, vemos que essa dupla inesperada poderia fazer Yvan sair não apenas da zona de conforto, mas também mexer em sentimentos que jamais pensou que mexeria novamente. 


"A magia de verdade é encantar as pessoas. Os truques são só ferramentas."

   Eu descobri há pouco tempo a escrita do Vitor e já tinha gostado bastante. Ele me conquistou com sua escrita fluida, que diz logo a que veio e sem enrolação. 
   E o mesmo vemos nesse conto. Aqui temos menos páginas do que em Filhos de Merlim, mas nem por isso esse conto deixou de me marcar profundamente. 
   Ele resgatou aquele circo clássico, que anos atrás era bem comum, com figurinos bem característicos e que nunca saíam de moda. 
   Além disso, trouxe Yvan, um artista de fama que rodava o mundo, ele sabia que era bom no que fazia, e talvez por isso acabou se acomodando e nunca pensou no que poderia melhorar. 
   O que estava dando certo, não tinha porque mexer, o que o fez continuar trabalhando, mas não tinha mais o amor e a dedicação de quando tudo começou. 
   O surgimento de Ariel na sua porta, do nada, o fez pensar em certas coisas, como o que ele estava passando realmente para a plateia. 
   Ariel e Yvan logo acabam criando um laço interessante. Achei interessante a abordagem dele, que por muitos, inclusive eu pensei isso num primeiro momento, poderia parecer invasiva. 
   Afinal, sem pedir permissão, ele foi logo apontando os defeitos do trabalho de outra pessoa, sem se perguntar antes se Yvan queria ouvir isso. 
   Mas Yvan, ao contrário de todo mundo, vê nisso talvez um aviso do destino de que ele precisava acordar do torpor que ele mesmo se meteu. 
   Quando ele acorda desse torpor, parece que o mundo se reacende à sua volta, o que transparece nos seus espetáculos e a plateia percebe. 
   Foi bonito ver como Yvan foi descobrindo os sentimentos que deixou há tanto tempo numa caixinha. Além disso, me fez pensar que muitas vezes nós precisamos de um Ariel em nossas vidas, para aparecer e não dizer que estamos errados, mas para nos sacudir e nos tirar da zona de conforto que nós mesmxs entramos e não queremos mais sair. 
   Ao mesmo tempo que Yvan acorda para a vida, nem tudo são flores. E é claro que aqui não seria diferente. 
   Yvan tem que lidar com coisas que gosta, e com as que não gosta também. O que o torna mais humano e próximo de nós, afinal, a vida é feita de altos e baixos. 
   Esse é um conto que sacode e te faz suspirar. Também é um conto que te acorda e te faz pensar no que quer deixar como marca no mundo. 
   
Grand Finale | Vitor Barra
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna



  A capa dele está fantástica, uma das minhas favoritas, mas ainda gostei mais da capa de Filhos de Merlim. 💓
  O conto é narrado em terceira pessoa, com uma diagramação e revisão impecáveis. 
   Super recomendo a leitura, ganhou nota máxima. 💓 




   E aí, já conheciam esse conto? E o autor? 




  

6 comentários:

  1. Oi.
    Amei esse conto, aparece realmente maravilhoso de alguma forma vivenciar o personagem saindo da zona de conforto e saindo fora da caixinha, isso é realmente maravilhoso e ver a evolução disso tudo em um livro melhor ainda, com certeza lerei.
    beijos.



    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  2. Oi, Hanna. Tudo bem? Este conto me parece excelente, não é mesmo? Fiquei com vontade de lê-lo. Que bom que você se agradou da leitura deste conto. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  3. Oi Hanna, tudo bem?
    Nossa, foi o tema da terapia essa semana rs.
    Acho que eu me sentiria tocada por esse conto, porque ando questionando muuuito essa questão de expor o trabalho, ser vulnerável a críticas e, com isso, sair da zona de conforto. Adorei a dica. ♥
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    Respostas
    1. Eu gostei bastante desse conto também. Mexeu bastante comigo.

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  4. Oi Hanna! Tudo bem?

    Eu gostei da premissa, não conheço o autor, mas já coloquei na listinha!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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Muito obrigada pela visita e seja sempre bem vindo ao Mundinho da Hanna.
Ficarei imensamente feliz com seu comentário, desde que:
- Não contenha palavras de baixo calão;
- Não seja span.
Os comentários costumam ser respondidos nos finais de semana. =)
Bjks!

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