O ladrão do tempo

em 28 novembro 2019

   Olá meu povo, como estamos? Nem acredito que temos resenha de novo por aqui, depois de tanto tempo de jejum... (rsrsrs) Além de eu ter me enrolado bastante, escolhi livros bem longos para completar o pacote. Mas fiquei muito feliz em ter lido esse livro em especial, que estou aqui para compartilhar com vocês agora. O livro se chama O ladrão do tempo, do autor John Boyne.

O ladrão do tempo
Foto: Divulgação/Companhia das Letras


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Livro: O ladrão do tempo

Autor: John Boyne

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2014

Páginas: 568

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O ano é 1758, e Matthieu Zéla resolve abandonar Paris e fugir de barco para Dover, depois de testemunhar a morte horrível da mãe pelas mãos do padrasto. Com apenas quinze anos, ele leva consigo o meio-irmão caçula, Tomas, criança que se vê impelido a proteger. Em uma jornada marcada pela morte e sempre em busca de redenção, Matthieu descobre que possui uma característica incomum: antes de o século XVIII acabar, seu corpo para de envelhecer. Sua aparência é a de um homem de cinquenta anos, mas o tempo passa e seu físico continua imutável. Ele simplesmente não morre - e não faz ideia de qual seja a razão para isso.Ao final do século XX, ele resolve olhar para o passado e rememorar sua experiência de vida, incomparável à de qualquer outro ser humano. Da Revolução Francesa à Hollywood nos anos 1920, do renascimento das Olimpíadas na era moderna à quebra da Bolsa de Nova York, Matthieu transitou por muitos lugares, exerceu diversas profissões e conheceu pessoas notáveis, além de ter se apaixonado por muitas mulheres. Entretanto, mesmo depois de duzentos anos, ele continua certo de que seu verdadeiro amor foi Dominique Sauvet, uma jovem que conheceu no barco que tomou com o irmão para escapar da França. O trio se uniu para começar uma nova vida na Inglaterra e Matthieu se viu totalmente encantado por Dominique, com quem teria um relacionamento conturbado, que terminaria de maneira trágica.Com o passar dos anos, todas as pessoas próximas a Matthieu acabam morrendo. Mas seu irmão Tomas deixará um estranho legado, que se multiplicará por todas as gerações seguintes; ele morre quando está esperando o primeiro filho, e o bebê recebe seu nome. Matthieu irá então se ocupar de proteger toda a linhagem de Tomas que nascem, produzem um novo herdeiro e fenecem.Nesta história encantadora de amor, morte, traição, oportunidades perdidas e esperança, John Boyne já anunciava seu talento de contador de histórias.

O ladrão do tempo


 
   Matthieu Zéla é um homem misterioso e com grande sabedoria sobre o mundo... e também o maior contador de histórias que o mundo já viu... Mas não pense que por ser um contador de histórias ele é um mentiroso. Ele é um homem, literalmente, bem vivido e já passou por muitas situações; então se ele te der um conselho, acredite, ele sabe do que está falando.
  Nascido nos idos do século XVIII, Zéla é órfão e pobre. Perdeu o pai, antes mesmo de saber quem ele era, e sua mãe se foi anos depois, vítima de violência doméstica por parte do padrasto. O padrasto, um ator fracassado conhecido apenas como DuMarqué, achava que era o melhor artista do mundo, mas a cada "não" que tomava nos testes, descontava tudo em sua esposa. Num desses acessos, em 1759, ele acabou matando a moça, deixando seus filhos Zéla, já com seus 15 anos, e seu pequeno meio-irmão, Thomas DuMarqué, de 5 aninhos.
   Zéla, após presenciar essa cena tão brutal, decide sair de Paris, sua cidade natal, para recomeçar em Dover. Ele era jovem, sem perspectiva de emprego, nem de futuro. Assim, ganha seu sustento como batedor de carteiras, "profissão" na qual conhece Dominique, a mulher que mais marcou sua vida. Os três (Zéla, seu meio-irmão e Dominique) estão a caminho de Dover, pensando em ter uma vida digna, sem terem que viver como ladrões. Eles só queriam um lugar confortável para dormir, recomeçar a vida e curtir a velhice, até seus últimos dias. Mas mal sabiam que um deles teria uma velhice beeem longa.
   Conheci esse livro por acaso, enquanto buscava livros digitais gratuitos para baixar. Vendo o título, uma capa que me lembrava mais ficção cientifica ou mesmo fantasia, tratei logo de baixar. Porém, me enganei, quando percebi que não se tratava nem de um gênero, nem de outro, mas um tipo de drama.     Apesar de 'O menino do pijama listrado' ser um livro famoso, especialmente por conta do filme, eu não o conhecia, tampouco sabia de outras obras do autor. Eis que 'O ladrão do tempo' é a obra de estreia de John Boyne, que já mostrou a que veio, com todo seu talento de contador de histórias. Pelo fato do livro mais famoso dele levar os leitores às lágrimas, achei que não seria diferente com esse. Mas me enganei pela segunda vez... Apesar de ser um livro que mexeu comigo de uma maneira especial, não foi um livro tão triste, que tenha me levado às lágrimas. No entanto, me levou à angústia, medo, curiosidade e muita raiva no decorrer do caminho do nosso protagonista.
   Matthieu não é nenhum mutante, ou super-herói que passou por um acidente esquisito que lhe rendeu poderes. Como disse, esse não é um livro de scifi ou mesmo de fantasia. Ele é um rapaz normal, humano como eu ou você, que tem sonhos, sente frio, fome, sede... e passou por uma situação que não se deseja para ninguém. Marcado pela morte da mãe, de um maneira tão abrupta e brutal, ele quer esquecer que aquilo aconteceu e seguir vida nova. Porém sua vida inteira será marcada por mortes de pessoas próximas, não porque ele é um assassino, mas porque ele não morre, simples assim. Enquanto todas as pessoas ao seu redor envelhecem e morrem, ele permanece com a aparência de um cara de 50 anos, com cabelos levemente grisalhos e charmosos (como ele mesmo gosta de frisar) e poucas linhas de expressão no rosto.
   Antes que me julgue, não estou dando spoiler. Logo que iniciamos a leitura, somos informados dessa peculiaridade de Matthieu, já que ele mesmo faz questão de nos contar sua história. Assim, passamos por diversos séculos, com acontecimentos históricos marcantes, muitos dos quais ele teve participação.


"Eu não morro. Apenas fico mais e mais e mais velho. Se você me visse hoje, com certeza diria que sou um homem perto dos 50 anos."

   Com uma história alternada, entre sua juventude e eventos mais recentes, até 1999, conhecemos um jovem inexperiente, com vida sofrida e que acredita em tudo que lhe dizem, mas também um homem rico, maduro e muito sábio.
   Como um expectador, Zéla já foi fugitivo, cuidador de cavalos, sócio de empresas, administrador de teatro, fundador de museus, perseguido pelos ativistas da Revolução Francesa... e mais do que se possa imaginar, apenas sendo abençoado (ou não) com o dom da imortalidade. Curiosamente, ele nunca teve filhos. Porém seu meio-irmão caçula, o Thomas, teve um destino diferente. A cada época que nos é apresentada, Matthieu precisa tomar conta de um Thomas, que também se chamam Tommy, Tom, Tomas, e quantas variações mais forem possíveis do nome. Eis que, ao contrário de Matthieu, Tomas quer levar uma vida de curtição, se mete em encrencas e morre cedo. Porém, sempre deixa uma esposa, namorada ou amante grávida de um menino, recomeçando o ciclo dos DuMarqué que formou o legado de Matthieu.
   O que achei mais interessante é que as cenas não são contadas em linha cronológica certinha. Então temos acontecimentos dos anos 1700 e lá vai bolinha, seguidos de cenários de 1920, alternados com sua vida em 1999 (ano atual no livro), e por aí vai. Apesar de parecer desorganizado, a maior atenção do livro é dada exatamente à época em que Zéla é adolescente. Achei isso interessante, pois muitas características que ele tem em 1999, ou mesmo já demonstrava no início do século XX, são reflexo das lições que ele aprendeu ainda jovem.

"De qualquer maneira, às vezes é melhor deixar o passado onde ele pertence."


   E Zéla já fez de tudo, desde os empregos mais desgastantes até altos cargos em empresas. E através deles conheceu suas esposas, namoradas e noivas. Acho incrível a boa memória dele, apesar de já ter visto de tudo, é impressionante ter uma boa memória para tantos acontecimentos... e com tantos nomes que passaram pela sua vida! 😂😂 Apesar disso, ele mesmo fala que teve vários relacionamentos, mas o que mais marcou sua vida foi e sempre será o que teve com Dominique, seu primeiro amor. Isso, apesar de parecer romântico, não sei se era o romance que Matthieu esperava viver.


"Mas algumas vezes é melhor esquecer. Você consegue imaginas a quantidade de coisas que teríamos na cabeça se lembrássemos de cada coisinha que acontece?"

   Dominique era uma moça linda e sabia disso. Por isso, ela fazia todos os homens ficarem aos seus pés, manipulando eles e conseguindo o que queria. E com Matthieu não era diferente. Foi exatamente nessas cenas que eu ficava com raiva. Ainda bem que nosso protagonista cresceu e amadureceu até demais, pois nos idos de sua adolescência era um bobo de marca maior. Vendo tudo o que ele foi capaz de fazer por ela, e ela nitidamente era uma psicopata, me deu agonia e muita raiva. Mesmo assim, ele olha para trás dizendo que tem indiferença, mas na boa, ele estava mentindo para si mesmo, já que se percebe nostalgia e dor de cotovelo em seu relato. Isso é uma prova de que o primeiro amor a gente nunca esquece, mesmo que viva 240 anos.

"[...] Eu ri - quantos homens de meia idade com quinhentos anos ela conhecia?"

   Apesar de nos dizer que não pode morrer logo no início, Zéla não tem ideia do motivo que o fez ser assim. Mas, ao contrário de muita gente, fiquei foi admirada com a coragem que ele tem de envelhecer. Enquanto tanta gente tem medo, achando que não pode fazer isso ou aquilo por ser muito velho, Zéla não tem medo de viver. Não sei se pelo fato de saber agora que é imortal, mas mesmo antes de saber disso, ele nunca teve medo de aprender coisas novas, inclusive implica com os "jovens" de 60, 70 anos, que não aceitam a tecnologia moderna, como vemos em pleno século XXI.

"Sempre fui a favor de gastar dinheiro, pois há pouquíssimo sentido em ter esse troço se você não o usa para tornas sua vida mais confortável. [...] Tampouco critico a época em que vivo. Conheço alguns jovens de setenta, oitenta anos que reclamam do mundo em que vivem e das mudanças que não param de acontecer. [...] Recusam-se a ter as chamadas geringonças modernas em casa, fingindo incompreensão quando um telefone toca ou alguém lhes pede o número do fax. Uma estupidez. O telefone surgiu antes deles, ora."

   Sinceramente, esperava um homem solitário, ainda mais por ter tantos séculos nas costas já vividos, mas ele mostra uma situação completamente oposta. Sempre disposto a ter um relacionamento, a aprender coisas novas, a fazer amizades e viver a vida, se tem uma coisa que Matthieu Zéla não é, é ser solitário. Isso me chamou bastante atenção, ainda mais por ele já ter passado por tanta coisa, sem poder falar disso com qualquer um e correr o risco de ser taxado como maluco delirante. Outra coisa que achei curiosa, foi que todas as gerações de Tomas tem apenas um filho, que leva o nome do pai falecido, e são sempre meninos, que seguem carreira de ator, como o padrasto de Zéla.   
   Fiquei me perguntando também era o que acontecia com as mães dessas crianças, já que elas se tornam viúvas cedo, com um bebê de colo ou ainda grávidas, mas depois somem do mapa, restando apenas o Tomas (ou Tom, Thomas, Tommy), pedindo dinheiro para arcar com dívidas que arcou e ajuda com uma namorada/esposa, grávida, começando tudo de novo. Mesmo já prevendo o que está para acontecer, Matthieu é um irmão mais velho, e posteriormente tio zeloso. No fundo ele tem esperança de encontrar sua real missão no mundo e sente que está ligada a seus sobrinhos de alguma maneira.
   Vendo tantos acontecimentos, Zéla nos mostra como a sociedade mudou nesses anos... ou simplesmente não mudou nada. Preconceitos ainda existem, apesar de tantos apelos para que sejam extintos. Revoluções acontecem e acabam, rios secam e cidades crescem... Tecnologias novas surgem, para facilitar nossas vidas, mas no fim é legal fazer coisas à moda antiga. Muitas coisas seguem ciclos, muitos deles intermináveis... E cabe a Zéla identificar alguns desses ciclos, que nos levam a filosofar junto com ele.

"Às vezes, sinto-me terrivelmente velho e quero apenas desistir de tudo e me mudar para, sei lá, o sul da França ou algum outro lugar."


   O que você faria se tivesse sido agraciadx com esse dom? Nessa espécie de diário, vemos que Matthieu, apesar de ser um homem sábio hoje, ele ainda é humano, que não é perfeito e erra muitas vezes. Em várias cenas, vemos arrependimento, alívio, tormento... e acho interessante como foi descrito, de forma que eu, como leitora, compartilhei tais sentimentos com ele.
   Apesar do livro ser um verdadeiro tijolinho, a leitura é tão fluida, que nem senti o tempo passar. Li a versão digital, então posso dizer que é um livro com uma boa revisão, de capa simples e objetiva, mas que vai te marcar a vida. Os capítulos são de tamanho mediano, sem ser longos demais, nem tão curtos.
   E, como já falei antes, não espere um final com lágrimas. Na real, me surpreendi bastante. Confesso que não esperava que acontecesse dessa forma, pois fui influenciada pelo personagem e esperava um final previsível, mas na real ele é aberto. Então cabe ao leitor decidir o que acontece no final. Embora isso pareça ruim, nesse caso, eu não achei. Pelo contrário, encaixou super bem no contexto e eu não pensaria num desfecho melhor. Para esse livro eu dou nota máxima, e super recomendo a leitura.





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   Já tinham lido esse livro? Sabiam que era obra de estreia do autor? Me contem aí!



   

20 comentários:

  1. É tão bom quando a leitura nos fisga que a gente nem vê a hora passar. Adorei conhecer esse livro! 💛

    https://www.kailagarcia.com

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    1. É um ótimo livro Kaila, recomendo de olhos fechados.
      Bjks e obrigada pela visita! =)

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  2. Oi, Hanna como vai? Eu li o menino de pijama listrado e o achei muito prazerosa a leitura. Esse livro aí não li, mas pelo que li de sua resenha certamente me agradará caso o leia futuramente. Ótima resenha, abraço!

    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    1. Obrigada Luciano. ^^ Espero que goste da leitura desse livro também, ainda mais se curtiu O menino do pijama listrado.
      Bjks!

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  3. o menino do pijama listrado é uma história super emocionante, adorei conhecer mais esse livro do autor e saber que vc recomenda bastante

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  4. nossa, que história interessante.. fiquei muito curiosa pra ler, estou precisando retomar meus hábitos de leitura

    obrigada pela dica, lindona, vc arrasaaaa

    beijos
    Nat - Blog Modelando

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    1. Que bom saber disso Nat. ^^ Espero que curta a leitura.
      Bjks e obrigada pela visita.

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  5. Respostas
    1. Oi Alanna, ele é forte mesmo, mas ao mesmo tempo você lê bem rápido... rs
      Espero que goste.
      Bjks!

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  6. Conhecia outros livros do autor (e confesso que nem amei tanto assim O menino do pijama listrado). Gostei do enredo e principalmente de saber que foi o romance de estreia dele. Já pus na lista. Beijos.

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    1. Dá um chance ao autor Karlinha. Tenho certeza de que vai amar esse livro. ^^
      Bjks!

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  7. Juro que comecei a leitura da resenha imaginando que tu não teria gostado nada e me surpreendi com a nota máxima. Matthieu passou por tanta coisa quando jovem então imaginei que podendo viver para sempre, o mesmo se tornaria um carrancudo amargurado mas você deu a entender que ele é até "um doce" de senhor, apesar de possuir uma certa arrogância. Parece algo forte e bem diferente do que já li. Fiquei bem interessada.

    Abraço,
    Larissa | Parágrafo Cult

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    1. Pois é Larissa, eu também achei que odiaria o Matthieu, mas me surpreendi com tudo: livro, personagem, história... foi incrível. ^^
      Bjks!

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  8. Caramba, que premissa incrívelll acho que nunca li um livro que tivesse um enredo parecido com esse, fiquei bem curiosa para fazer a leitura da obra!!!

    Parabéns pelo seu trabalho

    Bjs Aruom Fênix

    Blog Leituras de Aruom

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    1. Realmente é um livro que nunca vi igual. O que é maravilhoso, pois me marcou como leitora. S2
      Bjks!

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  9. Uau. Gostei muito de saber que esse é o primeiro romance do mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado! Esse livro contém um enredo forte e aborda assuntos bem pesados, digamos assim. O que foge do habitual a respeito de tudo o que eu já li. Fiquei curiosa e curti muito tudo o que você expôs o apresentou sobre o enredo dessa obra. Meus parabéns pelo trabalho. Você soube e descrever muito bem.

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    1. Obrigada Debora! ^^ Fic muito feliz que tenha gostado da resenha e do livro. S2
      Bjks!

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  10. Oi Hanna, tudo bem? Que história mais intensa. Ainda não li O menino do pijama listrado mas assisti um pedaço do filme e achei bem triste principalmente o final. O ladrão do tempo ainda não conhecia mas achei incrível a premissa realmente o autor foi bem criativo. Gosto de histórias sobre o tempo, ainda mais como essa. Fiquei bem curiosa para ler. Um abraço, Érika =^.^=

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    1. Oi Erika, esse livro pelo visto não é muito conhecido mesmo... rs Nem eu sabia que ele existia, foi muito por acaso que encontrei e amei a experiência. ^^
      Bjks!

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Muito obrigada pela visita e seja sempre bem vindo ao Mundinho da Hanna.
Ficarei imensamente feliz com seu comentário, desde que:
- Não contenha palavras de baixo calão;
- Não seja span.
Os comentários costumam ser respondidos nos finais de semana. =)
Bjks!

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