08 fevereiro 2016

IDY de Fevereiro

   Olá pessoal! Como estamos todos? Hoje passei aqui para deixar minha participação no IDY desse mês. Vem ver!


   Então, o tema que escolhi para participar desse mês foi um livro com sua inicial, no meu caso, com a letra H. O livro escolhido foi um clássico que amo, Hamlet, de William Shakespeare.




Livro: Hamlet

Autor: Wiliam Shakespeare

Ano: 1603 (original)





   Ser ou não ser, eis a questão...

   Quantos aqui não ouviram essa frase ser dita, em qualquer que seja a ocasião? Pois bem, se você é uma das pessoas que fala isso, mas não sabe de onde vem a origem, agora saberá... Vem do clássico Hamlet.  
   Essa é a história de um jovem que descobre que a morte do pai na verdade não foi algo natural, mas um assassinato e que, não apenas o responsável está próximo de sua família, como é o novo rei, casado com sua mãe, apenas dois meses depois de ficar viúva. 
   Como o jovem Hamlet, ainda sofre pela morte do pai, acaba cedendo aos comentários de seus guardas, que dizem ter visto o fantasma do falecido rei andando pelo castelo. Hamlet, sem muito acreditar, decide ir conferir com os próprios olhos o que seus empregados tanto dizem. Pelo que dá a entender no livro, o fantasma aparece de fato a Hamlet, contando que foi assassinado e quem foi o assassino. 
   Hamlet, acreditando ter visto de fato a alma do pai vagando descontente pelo castelo, e acreditando também no que o fantasma lhe disse, decide vingar a morte do pai, para que este descanse em paz. 
   É então, a partir dessa decisão que Hamlet fala a passagem mais célebre de todos os tempos:

Ser ou não ser... eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer... dormir... mais nada... Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer... dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando alfim desenrolarmos toda a meada mortal, nos põe suspensos. É essa ideia que torna verdadeira calamidade a vida assim tão longa! Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis amorosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte - terra desconhecida de cujo âmbito jamais alguém voltou - que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados? De todos faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem.
   E, depois de tal decisão (a da vingança pela morte de seu pai), Hamlet se põe investigar para descobrir se o que o fantasma lhe contou de fato era verdade. 
   Ao longo da história, seus atos o mostram um louco, o que deixa muitos leitores de fato divididos: será que Hamlet era um louco mesmo, que fantasiou tudo? Ou ele era muito esperto e enganou todo mundo para descobrir a verdade? Sinceramente, fico com a segunda opção... (rsrsrs)
   Para mim, Hamlet foi muito esperto e audacioso ao se fazer de louco sofrendo a morte do pai diante de todos e foi também muito forte ao descobrir a verdade e lidar com ela sem demonstrar que estava muito lúcido... 
   Nos dias de hoje, não sei se algo desse tipo seria possível, mas para a época em que foi escrito, foi uma das melhores histórias que já li. 
   Essa é a segunda vez que leio essa história, e super recomendo a todo mundo. Apesar de ser um livro com linguagem beeeeeem rebuscada, eu gosto dos livros de Shakespeare, porque são relativamente curtos, já que não eram originalmente livros e, sim, peças de teatro. Por isso, tudo acontece muito rápido, mas sem deixar nenhum detalhe de fora. Hamlet já foi encenado diversas vezes, tem adaptação de filme e tudo. Então não é desculpa dizer que não conhece a história (rsrsrs).
  Escolhi esse livro para o IDY porque queria algo com minha inicial e era um dos poucos livros que eu tinha começando pela letra H ( isso que dá ter nome diferente, =p). Ao contrário de todo mundo, que quando se fala de Shakespeare vai logo lembrando de Romeu e Julieta, eu me lembro logo dos que tem um pouco mais de ação (rsrsrs), por isso Hamlet é meu favorito. 
   Então é isso pessoal, espero que tenham curtido e até mais! =)



Um comentário :

  1. Oi Hanna,
    Gostei da sua escolha e também gostei do questionamento que a leitura trás.
    Alguns pontos lembra Macbeth que aliás, preciso finalizar.

    Nana - Obsession Valley

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